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Lula confirma Alckmin como pré-candidato a vice em reunião ministerial
Presidente afirmou que novos ministros devem concluir projetos já iniciados
Publicado em 31/03/2026 12:27
Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira que Geraldo Alckmin buscará com ele a reeleição no pleito agendado para outubro. O comunicado ocorreu durante a reunião ministerial, que marcará a saída de alguns ministros para as disputas eleitorais.

O vice-presidente Geraldo Alckmin acumula a função com a de ministro da Indústria e Comércio. Havia pressões políticas para Alckmin abrir a vaga de vice na chapa de Lula para disputar o Senado em São Paulo.

"Companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez. E ele vai deixar o MDIC”, afirmou.

Em seu discurso de abertura, Lula demonstrou bom humor e declarou que os novos ministros deverão concluir os projetos iniciados por seus antecessores.

Lula afirmou na reunião ministerial que pelo menos 18 ministros vão deixar o governo até a noite da quinta-feira, 2, por conta do prazo de descompatibilização exigido pela legislação eleitoral para políticos com cargos no Executivo que desejam disputar as eleições. Segundo Lula, mais auxiliares podem deixar a Esplanada, mas precisam avisá-lo com antecedência.

"Pelo menos 14 companheiros já comunicaram que deixarão o governo. A partir de hoje (terça), mais quatro companheiros que vão anunciar daqui a pouco. E depois, quem sabe, mais alguns, porque até quinta-feira à noite é tempo de me avisar", disse Lula.

Lula disse ainda que os ministros que serão candidatos a cargos no Legislativo devem ajudar a mudar a "promiscuidade" que, segundo ele, existe no Congresso Nacional. Segundo o presidente, a política perdeu a "seriedade". Lula parafraseou uma máxima do ex-presidente da Câmara Ulysses Guimarães.

"Perdeu muito de seriedade a política. O doutor Ulysses Guimarães, quando a imprensa estava dizendo que era preciso reformar, que era preciso mudar, ele dizia sempre que toda vez que se discute mudança, o resultado é para pior. E eu não canso de dizer que a política piorou muito", afirmou o presidente.

Degradação

Lula também se queixou do que chamou de "situação de degradação" de instituições da República e afirmou que a política virou um "negócio". "Outro dia alguém me disse que um deputado federal não será eleito por menos de 50 milhões de reais. Se isso for verdade, nós chegamos ao fim de qualquer seriedade na política brasileira", disse Lula.

O presidente também afirmou que os ministros candidatos terão "orgulho" de destacar o trabalho deles no Executivo.

Em tom de brincadeira, o presidente disse que haverá baixas de ministros que ainda não são candidatos, mas ajudarão na campanha. É o caso do ministro da Educação, Camilo Santana, que pode ser lançado como candidato ao governo do Ceará para substituir o governador do Estado, Elmano de Freitas (PT). Pesquisas apontam que Camilo é um nome mais forte para enfrentar o candidato tucano, Ciro Gomes (PSDB).

A reunião ministerial convocada por Lula é a primeira do ano e feita com o intuito de apresentar um balanço dos ministros que vão deixar a Esplanada por causa do prazo de desincompatibilização dos cargos. Quem for disputar as eleições em outubro, precisa deixar cargos no Executivo até o sábado, 4. No encontro, o presidente também apresentou os sucessores em pastas cujo futuro já está definido.

Correio do povo RS

 

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